Quando estamos dormindo, é natural que o nosso cérebro desalecere e as ondas cerebrais fiquem mais lentas acompanhando o ritmo do corpo que está relaxado e em estado de repouso. Entretanto, em algumas circunstâncias, temos um descompasso entre o ritmo do corpo e o da mente que permanece acelerada mesmo com a pessoa dormindo. É como se o cérebro não "desligasse" mesmo durante durante as fases mais profundas do sono. Uma dessas alterações mais comuns é o que chamamos de intrusão de ritmo alfa durante o sono. Esse ritmo que é típico da vigília, ou seja, acelerado, pode permanecer nas mais variadas fases do sono, até mesmo no sono de ondas lentas que é a fase onde as ondas cerebrais normalmente estão mais lentas e assim atrapalhar a qualidade do sono levando a uma sensação de sono não restaurador. Várias condições podem levar à persistência do ritmo alfa no sono como fibromialgia, ansiedade, condições dolorosas e uso crônico de benzodiazepínicos (remédios de tarja preta que são usados normalmente para dormir). O diagnóstico é dado pela polissonografia com canais neurologicos que avalia todo funcionamento cerebral e o tratamento é feito a partir de medidas não farmacologicas e farmacológicas pelo médico especialista em sono.