Existe uma relação direta entre peso e apneia do sono. Com o sobrepeso, há uma tendência a acúmulo de gordura nas vias aéreas superiores estreitando o espaço aéreo. Isso leva a roncos e pode levar também à apneia do sono. Entretanto, nem todos os pacientes obesos tem distúrbios respiratórios do sono. Estudos que comparam obesos apneicos e não apneicos com mesmo índice de massa corporal mostram que os primeiros tendem a acumular gordura mais internamente e os últimos mais externamente. É por isso que é muito comum a presença de gordura no figado (esteatose hepática) e níveis elevados de colesterol e triglicerideos nos obesos apneicos, ao contrário do que acontece nos obesos não apneicos. Outra ponto importante é a relação entre perda de peso e melhora ou cura da apneia. Eles costumam perguntar: "Doutor, se eu perder o excesso de peso, eu fico bom da apneia?". A resposta a essa pergunta é complexa porque depende também de outros fatores como tendência genética, perfil facial, alterações anatômicas das vias aéreas superiores, etc. Entretanto, de forma geral, para cada 10% de perda de peso, a apneia melhora 27,5%. Portanto, em alguns casos, a cura da sua apneia pode estar apenas no seu comportamento na mesa e na prática regular de atividades físicas.